24.2.05

Paulo Muzzolon. Às vésperas dos 25 anos.
Esporte predileto: escada rolante. Passampo: controle remoto. Comida suspeita predileta: coxinha. Dizem que isso engorda.
1,84 m de altura. E só 62 kg.
Chega dessa história. Não adianta, eu não engordo e ponto. Já fiz natação e basquete, todos os dias da semana, por dois anos. Nenhum músculo se moveu. Já fiquei por muito tempo - mais de dois anos, seguramente - comendo bolacha e vendo TV a tarde inteira. Nenhum quilinho. Comer doces, bolos, tortas, massas e afins? Morei 6,5 anos com minha vó, a melhor cozinheira que conheço. E nem fez cócega. Há tempos (e bota tempo nisso) tento criar uma barriguinha. Dessas mesmo, que você tem pavor. Meu sonho é apoiar a bacia de pipoca na barriga pra ver jogo de futebol domingo à tarde. Só uma barriguinha, meu Deus! Dessas de descançar os braços na fila do banco, e deitar de lado pra não parecer gangôrra. Nem durante a faculdade, a celebração de tantas cervejas a R$ 1,00, fez efeito. E não me venham com essa de comer mais, que o prato de caminhoneiro de todo almoço me deixa quase com vergonha.
Adianta não. Nasci pra cachorro de rua.
Ultimamente o mundo tem passado como um grande álbum fotográfico. Já passou a época em que ele corria como um filme no cinema - grande, hipnótico e sem direito a replay -, e agora tudo são fotos.

21.2.05

Londrina


Não estacione. Siga
Originally uploaded by Paulo Muzzolon.
Simples assim.
Não sei o que me preocupa mais. O Severino como presidente da Câmara ou os 300 deputados/picaretas que colocaram o dito por lá. Não sei por que, mas fico com aquela musiquinha dos Paralamas na cabeça...
Ufa, cheguei. O trânsito hoje está beligerante. E eu ainda inventei que queria correr no Parque da Aclimação. Ah, mamãe, não vai ser hoje que seu filhinho vai ficar fortinho, não. Quero mais é ver o Big Brother. Isso de morar em cidade grande cansa.

20.2.05

Depois de um churrasco, um simples fio dental proporciona um prazer absurdo.
É libertário.
Breve, neste blog, informações, críticas e despeito ao quarto no poder brasileiro, Severino Cavalcanti, ex-Arena, ex-PFL, excomungado e afins, e atual presidente da Câmara. É o fim.
NA PONTE
Ontem foi dia de fazer rappel no viaduto do Sumaré. Para quem já desceu 60 metros de ponta-cabeça, os 28 metros dali eram fichinha. Ah, e quem disse que isso importa? E a adrenalina? Volto pra lá o mais rápido possível. O desafio, agora, é o pêndulo. Mas aí precisa de mais culhão. "Vixi", como diriam os bons e velhos pés-vermelhos.

19.2.05

Inventei de fazer um curso de fotojornalismo. Um ônibus, dois metrôs e um trem para chegar. Chego em casa 23h30, em São Paulo, carregando meu equipamento fotográfico. Acho que essa poeira toda lá fora mexeu com meu juízo.

14.2.05

CINEMA
Mais um cinema de rua que fecha as portas. Desta vez foi o Cine Ipiranga, próximo da esquina mais famosa do Brasil. Sempre é assim. Cinema, quando deixa de ter público, vira fábrica de dinheiro. O Ipiranga vira ou bingo ou igreja.

12.2.05

A polícia paulistana sempre meteu medo, ainda mais depois da favela naval, em Diadema. Até que fazem um esforço para melhorar a imagem dos hômi, mas eu não boto a mão no fogo, não. Lei para quê, se até o policial fardado e em serviço na praça da República, centrão de São Paulo, compra CD pirata? Assim, de tarde, sem nem olhar pro lado pra ter certeza que ninguém tá vendo?
Viva os informais, que não precisam pagar esse absurdo de imposto que reina por aí.
SÓ EM SP - 1
Certas feitas só existem na Cidade Cinza. Passeando em um domingo de manhã pela Liberdade, famoso bairro oriental próximo de casa, e um mendigo lia um jornal japonês. Ah, que disso não tem nem em Assaí, cidadezinha paranaense onde estranho é quem tem olho redondo.
FAMOSAS ESQUINAS

Quarta-feira de cinzas descobri a razão da "deselegância discreta de suas meninas," na música de Caetano sobre as esquinas da Ipiranga com a São João. Eram 15h30, e todos os cartazes, banners e luminosos convidavam para strip-teases, sexo ao vivo, garotas capa-de-revista e afins. Bem pertinho dali fica o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo. É a região da prostituição. Do corpo e da informação.

2.2.05

Missão ainda não cumprida em São Paulo (nossa, quanto "são"). Achar Antarctica barata perto de casa. Na quadra de casa tem três botecos. Desses botecos mesmo, que abrem às 7 da manhã pra servir conhaque, pinga e cerveja pra quem vai trabalhar. Três botecos sujos, feios, assustadores, mas com o preço lá em cima. O mais barato: Skol pra levar, R$ 2,50. No mercado do lado de casa não vende cerveja (pode?!) e nem tentei na padaria, onde um pingado e um pão com manteiga (friozinho mesmo, sem pôr na chapa) custa R$ 2,10. Sei lá, vai que morde?
Hoje foi dia de fazer fotos de um restaurante pra revista. Já sentia falta dessa coisa meio vouyer da fotografia, de olhar por um buraquinho quase escondido atrás da câmera.