28.4.09

Gostei do José Simão dia desses. Transparente: empresa de turismo parlamentar.

15.4.09

Absurde-se!

Cometa um ato insano que vai lhe fazer um bem danado aos miolos, leia Campos de Carvalho.
Começa assim "A lua vem da Ásia", essa irresponsabilidade, essa demência, essa maluquisse (deliciosa maluquisse); cometa a insanidade de ler esse absurdo, por favor!

"Aos 16 anos matei meu professor de lógica. Invocando a legítima defesa - e qual defesa seria mais legítima? -, logrei ser absolvido por 5 votos contra 2, e fui morar sob uma ponte do Sena, embora nunca tenha estado em Paris.
Deixei crescer a barba em pensamento, comprei um par de óculos para míope, e passava as noites espiando o céu estrelado, um cigarro entre os dedos. Chamava-me então Adilson, msa logo mudei para Heitor, depois Ruy Barbo, depois finalmente Astrogildo, que é como me chamo ainda hoje, quando me chamo."

Para, páginas depois e logo no capítulo "(Sem capítulo)" - assim mesmo, entre parênteses -, a gente encontrar, sobre um enterro em um hotel - sim, em um hotel!:

"Não houve biscoitos, como é de praxe, nem sequer uma xícara de café fumegante e aromático, como nos bons tempos em que havia um morto dentro da nossa casa ou emc asa dos vizinhos mais afortunados. Em verdade tudo se limitou a um espetáculo muito banal e em parte ridículo, do qual me aborreci logo e tratei de esquecer-me assim que me vi no corredor, ao lado de um dos criados que gentilmente se prontificou a acompanhar-me."

É de uma anormalidade incomparável, e isso nos anos de 1956. Cinquenta e seis!, quando o Brasil nem título mundial tinha ainda!
E vocês aí, procurando ver o mundo nas letras de uns francesinhos afrescalhados ou de uns americanos tentando fugir do tal way of life...
No te oigo!