25.9.04
AS AGRURAS DE UM REPÓRTER
Escrever matérias é demais. Melhor ainda quando a gente vai ver tudo in loco. Bem melhor que por telefone. Quando é em outra cidade rola uma emoção diferente - uma espectativa, um suspense, quase um medo de não dar certo. Mas sempre dá.
Coletar informações, ver todo o processo de trabalho, conseguir entender o funcionamento de tudo e ter a certeza de estar apto para redigir tudo e passar as informações para o leitor é fantástico.
Descobrir novas formas de produção, a busca por um melhor resultado e ter a chance de transmitir isso a pessoas interessadas nas novas tecnologias é fantástico.
Ganhar em dia por isso, nem se conta.
Saber que a matéria vai ser publicada em uma revista de distribuição nacional, não se compara.
O problema é a hora e meia no ônibus de volta para casa, depois de visitar uma fazenda, entrar no confinamento e conhecer tudo de pertinho, cheio de bosta de vaca no sapato.
Escrever matérias é demais. Melhor ainda quando a gente vai ver tudo in loco. Bem melhor que por telefone. Quando é em outra cidade rola uma emoção diferente - uma espectativa, um suspense, quase um medo de não dar certo. Mas sempre dá.
Coletar informações, ver todo o processo de trabalho, conseguir entender o funcionamento de tudo e ter a certeza de estar apto para redigir tudo e passar as informações para o leitor é fantástico.
Descobrir novas formas de produção, a busca por um melhor resultado e ter a chance de transmitir isso a pessoas interessadas nas novas tecnologias é fantástico.
Ganhar em dia por isso, nem se conta.
Saber que a matéria vai ser publicada em uma revista de distribuição nacional, não se compara.
O problema é a hora e meia no ônibus de volta para casa, depois de visitar uma fazenda, entrar no confinamento e conhecer tudo de pertinho, cheio de bosta de vaca no sapato.
19.9.04
CACHORROS GOSTAM DE BOURBON
Aí a letra da música que dá nome ao CD do Bortolotto. Letra dele e do Linkão.
Cahorros sempre caem fora
quando as garotas saem do tom
Cachorros sempre caem na estrada
quando as garotas tramam ciladas
Cachorros aumentam o som
Garotas passam batom
Garotas não sabem o que é bom
Cachorros gostam de bourbon.
Tem outra, chamada "BR 369", essa só do dramaturgo:
Garota, tô à seis dias na estrada
faz uma cara que eu não como nada
Descolei um rango anteontem
na casa de um cara que filosofava
e enquanto eu ouvia suas vãs filosofias
eu viajava na sua retina
meu cabelo oleoso, minha cara insone
eu já me formei, tô fugindo dos homi
Embarquei numa trip de benzidrina
peguei gonorréia com a minha vizinha
eu parei sob a lua pra fazer xixi
e quase me afoguei no Tibagi
com Chuck Berry na minha cabeça
eu só quero que essa neblina desapareça.
Sem dúvida, prefiro o teatro do Bortolotto. Aliás, isso me lembra a orelha do livro Gutemberg Blues, com uma coletânea de textos dele pra jornais, sobre música, teatro, filmes, quadrinhos e mais umas coisas aí. Ele dizia que já brincou de várias coisas para se divertir, como músico. É isso aí. O disco é isso. Uma brincadeira. Prefiro o teatro. Mas, apesar de sua voz nada musical, essa brincadeira até que é legal. Um blues legal. Dá-lhe. Esse cara sabe se divertir.
Aí a letra da música que dá nome ao CD do Bortolotto. Letra dele e do Linkão.
Cahorros sempre caem fora
quando as garotas saem do tom
Cachorros sempre caem na estrada
quando as garotas tramam ciladas
Cachorros aumentam o som
Garotas passam batom
Garotas não sabem o que é bom
Cachorros gostam de bourbon.
Tem outra, chamada "BR 369", essa só do dramaturgo:
Garota, tô à seis dias na estrada
faz uma cara que eu não como nada
Descolei um rango anteontem
na casa de um cara que filosofava
e enquanto eu ouvia suas vãs filosofias
eu viajava na sua retina
meu cabelo oleoso, minha cara insone
eu já me formei, tô fugindo dos homi
Embarquei numa trip de benzidrina
peguei gonorréia com a minha vizinha
eu parei sob a lua pra fazer xixi
e quase me afoguei no Tibagi
com Chuck Berry na minha cabeça
eu só quero que essa neblina desapareça.
Sem dúvida, prefiro o teatro do Bortolotto. Aliás, isso me lembra a orelha do livro Gutemberg Blues, com uma coletânea de textos dele pra jornais, sobre música, teatro, filmes, quadrinhos e mais umas coisas aí. Ele dizia que já brincou de várias coisas para se divertir, como músico. É isso aí. O disco é isso. Uma brincadeira. Prefiro o teatro. Mas, apesar de sua voz nada musical, essa brincadeira até que é legal. Um blues legal. Dá-lhe. Esse cara sabe se divertir.
17.9.04
LIVOS POR PALMO
Uma vez li uma crônica do escritor Domingos Pellegrini onde ele contava como tomou gosto pela literatura. Quando morava em Marília-SP, Pellegrini visitava a biblioteca e costumava pegar um palmo de livros da estante para ler. Com isso, segundo Pellegrini, ele leu todos os livros de literatura da biblioteca, tomou gosto pela coisa e virou escritor.
Ontem fui à Feira do Livro de Londrina. Aqui do meu lado estão os livros que comprei lá. Dá um palmo. Não dá para resistir, tem muita coisa e muita promoção. A Editora 34, por exemplo, pôs todo o estande com 40% de desconto. Isso significa que aquela coleção belíssima e com tradução formidável do Dostoiévski tá quase di gratis. Na livraria os livros Crime e Castigo e Os Idiotas custam 60 reais. Lá tá por R$ 35,00. Isso sem falar nas ediçòes bilingües de Fausto e Dom Quixote, também pelo mesmo preço. Meu Envie Meu Dicionário, do Leminski, custou R$ 18,00. E hoje à tarde tô voltando pra comprar um dos últimos exemplares de Seis Peças de Mário Bortolotto Vol. 1.
As editoras universitárias (da UEL, USP, USC, Unicamp, UFMG, UEPG, UEM, entre outras) também tão lá. Tudo com desconto.
Hoje vou ser legal: a Feira é na Casa de Cultura, na esquina da rua Mato Grosso com Av. Celso Garcia Cid, antiga Mayrink Góes, e fica aberta das 10h às 22h.
Corre. Só vai até domingo.
Uma vez li uma crônica do escritor Domingos Pellegrini onde ele contava como tomou gosto pela literatura. Quando morava em Marília-SP, Pellegrini visitava a biblioteca e costumava pegar um palmo de livros da estante para ler. Com isso, segundo Pellegrini, ele leu todos os livros de literatura da biblioteca, tomou gosto pela coisa e virou escritor.
Ontem fui à Feira do Livro de Londrina. Aqui do meu lado estão os livros que comprei lá. Dá um palmo. Não dá para resistir, tem muita coisa e muita promoção. A Editora 34, por exemplo, pôs todo o estande com 40% de desconto. Isso significa que aquela coleção belíssima e com tradução formidável do Dostoiévski tá quase di gratis. Na livraria os livros Crime e Castigo e Os Idiotas custam 60 reais. Lá tá por R$ 35,00. Isso sem falar nas ediçòes bilingües de Fausto e Dom Quixote, também pelo mesmo preço. Meu Envie Meu Dicionário, do Leminski, custou R$ 18,00. E hoje à tarde tô voltando pra comprar um dos últimos exemplares de Seis Peças de Mário Bortolotto Vol. 1.
As editoras universitárias (da UEL, USP, USC, Unicamp, UFMG, UEPG, UEM, entre outras) também tão lá. Tudo com desconto.
Hoje vou ser legal: a Feira é na Casa de Cultura, na esquina da rua Mato Grosso com Av. Celso Garcia Cid, antiga Mayrink Góes, e fica aberta das 10h às 22h.
Corre. Só vai até domingo.
15.9.04
FEIRA DO LIVRO
Amanhã, dia 15-09, começa a primeira Feira do Livro de Londrina (FELL), que segue até domingo. O evento será na Casa de Cultura da UEL e terá participação de 20 editoras, com destaque para as editoras universitárias. As portas abrem às 10h e fecham às 22h, com entrada franca.
A quem interessar possa: como parte da programação da FELL, os poetas Rodrigo Garcia Lopes (editor da revista Coyote e tradutor) e Maurício Arruda Mendonça (dramaturgo, autor das peças do grupo Armazém Cia. de Teatro - RJ) ministrarão um curso de poesia. O curso é gratuito e terá duração de um mês. Se você quer saber mais, procure a Secretaria de Cultura de Londrina ou a FELL. Ah, você não é de Londrina? Então acho que vc não vai fazer o curso, então não tem porque saber onde fica a Secretaria. (bairrismo é uma merda)
Amanhã, dia 15-09, começa a primeira Feira do Livro de Londrina (FELL), que segue até domingo. O evento será na Casa de Cultura da UEL e terá participação de 20 editoras, com destaque para as editoras universitárias. As portas abrem às 10h e fecham às 22h, com entrada franca.
A quem interessar possa: como parte da programação da FELL, os poetas Rodrigo Garcia Lopes (editor da revista Coyote e tradutor) e Maurício Arruda Mendonça (dramaturgo, autor das peças do grupo Armazém Cia. de Teatro - RJ) ministrarão um curso de poesia. O curso é gratuito e terá duração de um mês. Se você quer saber mais, procure a Secretaria de Cultura de Londrina ou a FELL. Ah, você não é de Londrina? Então acho que vc não vai fazer o curso, então não tem porque saber onde fica a Secretaria. (bairrismo é uma merda)
UEL - de novo
Segunda-feira voltei à UEL, desta vez para buscar minha mãe na aula do Mestrado em Ciências Sociais (inveja...). Aproveitei o tempo que esperava para ver de novo os figuras. Tava frio pra caramba, depois de muito tempo de um calor asfixiante.
Em pouco menos de dez minutos passaram um nerd e um playboy discutindo Marx; três patys carregando malas (provavelmente voltaram de casa direto pra aula) e reclamando que fulano não veio pra dar carona; uma menina saiu correndo de uma sala com uma folha de papel pegando fogo; um cabeludo passou tocando pandeiro, sem importar-se se atrapalhava as aulas; uma moçadinha da paz decidia se dixavavam ali ou procuravam um lugar mais mocado; uma galera saiu reclamando de um professor; logo depois uma outra galera saiu da mesma sala tecendo elogios ao mesmo professor; e, para variar, encontrei meus ex-calouros que, para não perder o costume, se limitavam a responder: “A UEL? O curso? Tá na mesma...”
Saudades. De novo.
Segunda-feira voltei à UEL, desta vez para buscar minha mãe na aula do Mestrado em Ciências Sociais (inveja...). Aproveitei o tempo que esperava para ver de novo os figuras. Tava frio pra caramba, depois de muito tempo de um calor asfixiante.
Em pouco menos de dez minutos passaram um nerd e um playboy discutindo Marx; três patys carregando malas (provavelmente voltaram de casa direto pra aula) e reclamando que fulano não veio pra dar carona; uma menina saiu correndo de uma sala com uma folha de papel pegando fogo; um cabeludo passou tocando pandeiro, sem importar-se se atrapalhava as aulas; uma moçadinha da paz decidia se dixavavam ali ou procuravam um lugar mais mocado; uma galera saiu reclamando de um professor; logo depois uma outra galera saiu da mesma sala tecendo elogios ao mesmo professor; e, para variar, encontrei meus ex-calouros que, para não perder o costume, se limitavam a responder: “A UEL? O curso? Tá na mesma...”
Saudades. De novo.
11.9.04
MARCO POLO
Na segunda metade do século XIII (isso mesmo, mais ou menos 1270) esse mercador veneziano partiu com seu pai e tios para o oriente em busca de negócios. Conheceu o que hoje é o Oriente Médio, China, Índia e regiões próximas. A maior viagem que alguém já fez. Foram quase 26 anos, a maior parte como embaixador do imperador dos Tártaros, Cublai Cã, descendente de Gêngis Khan.
Acabo de ler o livro onde Polo narra suas peripécias. Indescritível. O livro é recheado de feitos de conquistadores, descrições de cidades, rios e regiões, bem como sobre a fisionomia e costumes dos mais diferentes povos que ele encontrou. Tudo visto pela ótica de um europeu cristão da Idade Média.
O livro é fascinante. Para se ter uma idéia, ele encontrou reis que faziam desfilar à sua frente 100 mil - isso mesmo , cem mil - cavalos brancos, outras dezenas de milhares de elefantes e tantos outros guerreiros. Incrível que reinos com tanta riqueza - em um deles o rei tinha 156 mil roupas feitas de ouro que eram distribuídas entre os nobres para as festas reais - ficavam onde hoje encontra-se o Vietnã, Sri Lanka, Paquistão, Índia, China. Países do nosso tão conhecido terceiro mundo. Ah, já naquela época por todo lado que ia (da China à Índia, da Rússia ao Oriente Médio) Polo encontrava cristãos. Não é difícil entender porque sucumbiram às explorações européias...
O livro é fácil de encontrar. Há várias edições e os títulos são variados, mas pode-se encontrá-lo pelo autor.
Recomendo. Tanto para rir com a preocupação de Polo em não descrever muitos costumes "selvagens" para não agredir a Europa "civilizada", quanto pela descrição de outros costumes não tanto "agressivos", e para descobrir coisas que nunca estudaríamos na escola. Vale a pena.
Na segunda metade do século XIII (isso mesmo, mais ou menos 1270) esse mercador veneziano partiu com seu pai e tios para o oriente em busca de negócios. Conheceu o que hoje é o Oriente Médio, China, Índia e regiões próximas. A maior viagem que alguém já fez. Foram quase 26 anos, a maior parte como embaixador do imperador dos Tártaros, Cublai Cã, descendente de Gêngis Khan.
Acabo de ler o livro onde Polo narra suas peripécias. Indescritível. O livro é recheado de feitos de conquistadores, descrições de cidades, rios e regiões, bem como sobre a fisionomia e costumes dos mais diferentes povos que ele encontrou. Tudo visto pela ótica de um europeu cristão da Idade Média.
O livro é fascinante. Para se ter uma idéia, ele encontrou reis que faziam desfilar à sua frente 100 mil - isso mesmo , cem mil - cavalos brancos, outras dezenas de milhares de elefantes e tantos outros guerreiros. Incrível que reinos com tanta riqueza - em um deles o rei tinha 156 mil roupas feitas de ouro que eram distribuídas entre os nobres para as festas reais - ficavam onde hoje encontra-se o Vietnã, Sri Lanka, Paquistão, Índia, China. Países do nosso tão conhecido terceiro mundo. Ah, já naquela época por todo lado que ia (da China à Índia, da Rússia ao Oriente Médio) Polo encontrava cristãos. Não é difícil entender porque sucumbiram às explorações européias...
O livro é fácil de encontrar. Há várias edições e os títulos são variados, mas pode-se encontrá-lo pelo autor.
Recomendo. Tanto para rir com a preocupação de Polo em não descrever muitos costumes "selvagens" para não agredir a Europa "civilizada", quanto pela descrição de outros costumes não tanto "agressivos", e para descobrir coisas que nunca estudaríamos na escola. Vale a pena.
DE VOLTA À UNIVERSIDADE
Ontem fui à UEL participar de um workshop intitulado "Os intelectuais e o poder", organizado pelos programas de pós-graduação em Ciências Sociais e História. Entre outras coisas, descobri que por causa de um terremoto em Lisboa na segunda metade do século XVIII o Brasil ficou sem escola até a chegada da corte portuguesa ao Brasil. Culpa do Marquês de Pombal, que conseguiu um cargo muito alto (tipo o Zé Dirceu). Ele mandou e desmandou e expulsou os jesuístas de Portugal e das colônias. Como eram eles os professores dessa terra brasilis...
Mas isso não vem ao caso. O caso é que me deu uma vontade enorme de voltar a estudar. Há uns quatro anos tenho vontade de estudar ciências sociais. Pensei em tentar mestrado, mas acho que a graduação seria melhor.
Eu estava com um livro emprestado da biblioteca da UEL (nota: minha namorada pegou para mim) e aproveitei para devolver, com dois dias de atraso (preciso escrever sobre o livro, mas fica para outro post). Aproveitei para dar uma passeada pelas estantes de livros e fiquei pensando quanto tempo eu perdi naqueles quatro anos. Tantos livros que não li, tantas palestras que deixei de participar.
Depois que as coisas passam a gente vê o que deixou para trás. Talvez ainda dê tempo. Vestibular de novo? Vou pensar.
Ontem fui à UEL participar de um workshop intitulado "Os intelectuais e o poder", organizado pelos programas de pós-graduação em Ciências Sociais e História. Entre outras coisas, descobri que por causa de um terremoto em Lisboa na segunda metade do século XVIII o Brasil ficou sem escola até a chegada da corte portuguesa ao Brasil. Culpa do Marquês de Pombal, que conseguiu um cargo muito alto (tipo o Zé Dirceu). Ele mandou e desmandou e expulsou os jesuístas de Portugal e das colônias. Como eram eles os professores dessa terra brasilis...
Mas isso não vem ao caso. O caso é que me deu uma vontade enorme de voltar a estudar. Há uns quatro anos tenho vontade de estudar ciências sociais. Pensei em tentar mestrado, mas acho que a graduação seria melhor.
Eu estava com um livro emprestado da biblioteca da UEL (nota: minha namorada pegou para mim) e aproveitei para devolver, com dois dias de atraso (preciso escrever sobre o livro, mas fica para outro post). Aproveitei para dar uma passeada pelas estantes de livros e fiquei pensando quanto tempo eu perdi naqueles quatro anos. Tantos livros que não li, tantas palestras que deixei de participar.
Depois que as coisas passam a gente vê o que deixou para trás. Talvez ainda dê tempo. Vestibular de novo? Vou pensar.
7.9.04
BUKOWSKI
Quem me conhece sabe que sou um feroz devorador e adorador de Dalton Trevisan. Da sua bibliografia oficial publicada no Brasil só me falta o livro "20 contos menores". Isso não me impede de procurar outros autores.
Gosto muito de quadrinhos, e uns anos atrás descobri Robert Crumb. Ok, o cara é velho pra caralho; mas eu sou novo, morava em Cascavel, não tinha computador e além da turma da Mônica e da Disney só conhecia a revista Mad e tirinhas do Garfield. Depois veio Chiclete com Banana, Geraldão etc.
Pois é, foi na faculdade que conheci Crumb. Depois um amigo me emprestou Allen Ginsberg. Pronto, havia descoberto a geração Beat. Mais tarde fui saber que os caras do BR que eu curto - Angeli, Laerte, Macartti - tinham sido influenciados por Crumb. Mas vamos ao que interessa - Bukowski.
Na minha última viagem a SP voltei com quatro livros dele - "Hollywood", "Notas de um velho safado", "A mulher mais linda da cidade" e "Numa Fria". Já li o primeiro (romance) e estou terminando o último (contos, assim como os dois do meio).
Resumindo, é do caralho. Gosto muito do Mário Bortolotto (diretor do grupo teatral Cemitério de Automóveis), que cresceu lendo Bukowski. É impressionante como o londrinense se aproxima do velho alemão. Mas isso não vem ao caso agora.
Importante mesmo é descobrir caras como esse tal Charles que foi para os EUA ainda criança e todo sua admiração pelo submundo dos bêbados, vagabundos e escritores moribundos.
Há algumas frases geniais, e a gente acaba cativado pelos ambientes caóticos e podres em que se passam os contos.
Recomendo.
Quem me conhece sabe que sou um feroz devorador e adorador de Dalton Trevisan. Da sua bibliografia oficial publicada no Brasil só me falta o livro "20 contos menores". Isso não me impede de procurar outros autores.
Gosto muito de quadrinhos, e uns anos atrás descobri Robert Crumb. Ok, o cara é velho pra caralho; mas eu sou novo, morava em Cascavel, não tinha computador e além da turma da Mônica e da Disney só conhecia a revista Mad e tirinhas do Garfield. Depois veio Chiclete com Banana, Geraldão etc.
Pois é, foi na faculdade que conheci Crumb. Depois um amigo me emprestou Allen Ginsberg. Pronto, havia descoberto a geração Beat. Mais tarde fui saber que os caras do BR que eu curto - Angeli, Laerte, Macartti - tinham sido influenciados por Crumb. Mas vamos ao que interessa - Bukowski.
Na minha última viagem a SP voltei com quatro livros dele - "Hollywood", "Notas de um velho safado", "A mulher mais linda da cidade" e "Numa Fria". Já li o primeiro (romance) e estou terminando o último (contos, assim como os dois do meio).
Resumindo, é do caralho. Gosto muito do Mário Bortolotto (diretor do grupo teatral Cemitério de Automóveis), que cresceu lendo Bukowski. É impressionante como o londrinense se aproxima do velho alemão. Mas isso não vem ao caso agora.
Importante mesmo é descobrir caras como esse tal Charles que foi para os EUA ainda criança e todo sua admiração pelo submundo dos bêbados, vagabundos e escritores moribundos.
Há algumas frases geniais, e a gente acaba cativado pelos ambientes caóticos e podres em que se passam os contos.
Recomendo.
TRAMPO
Fiz um freela para uma revista de pecuária. Parece que eles curtiram. Ainda não tenho nada concreto. O filme em Londrina parece que vai sair mesmo. Não sei se vou trabalhar nele, mas espero que sim. Vamos ver o que vai dar.
Londrina já era. Acho que aqui não vira mais nada. o Jornal de Londrina cortou 17 jornalistas, metade da redação. A Folha de Londrina não demite ninguém já faz uns meses, mas também não contrata. O jeito é fugir. ALGUÉM ME TIRA DAQUI!
Fiz um freela para uma revista de pecuária. Parece que eles curtiram. Ainda não tenho nada concreto. O filme em Londrina parece que vai sair mesmo. Não sei se vou trabalhar nele, mas espero que sim. Vamos ver o que vai dar.
Londrina já era. Acho que aqui não vira mais nada. o Jornal de Londrina cortou 17 jornalistas, metade da redação. A Folha de Londrina não demite ninguém já faz uns meses, mas também não contrata. O jeito é fugir. ALGUÉM ME TIRA DAQUI!
FERIADÃO - Brotas e o ostracismo do Paraná
Bom para quem gosta de viajar. Meu caso: encontro da turma da minha namorada na casa de uma amiga em Jaú. Como bom agregado da turma, fui junto. Sete meninas e eu no meio. Ainda bem que tinha cerveja. Mas até que foi divertido, a não ser pelo passeio por lojas de calçado (para quem não sabe Jaú é, para meu infortúnio, capital do sapato feminino). Mas Jaú é uma cidade bonitinha, e aproveitamos para ir a Brotas.
Brotas é uma cidade pequenininha, mas tem a sorte de estar muito bem localizada no meio de um monte de cachoeiras e rios com corredeiras. Como o povo é louco para que sua cidade vire capital de alguma coisa (ainda mais em cidade pequena, como é caso tbém de Jaú, com seus 110 mil hab.), Brotas virou "Capital do Ecoturismo". A cidade recebe mais turistas, os moradores lucram, o turista fica faceiro da vida e todo mundo sai feliz. Em especial os sem preparo físico que resolvem fazer rafting e rappel também ganham dores por todo o corpo que vão ficar por uma semana lembrando do passeio. Mas valeu a pena.
Recomendo, mas quem quiser ir pode botar a mão no bolso. O rafting na empresa com o menor preço (e com o maior passeio) custa R$ 35,00. Não se preocupe, todo mundo tem colete, os guias conhecem o rio todo e pra todo lado tem alguém de caiaque ou em cima das pedras pronto pra resgatar quem cair do bote - se bem que isso nunca acontece. Vale a pena, e no final do passeio a gente ainda ganha pinga com mel e quem quiser pode tomar um banho quente na agência.
O rappel é mais caro. Onde fiz custava R$ 10,00 para entrar na propriedade, com direito a piscina de água corrente, várias cachoeiras e sanitários, além de uma lanchonete. Boa infraestrutura. O rappel custou R$ 50,00. Na agência o rappel saía por R$ 60,00, com tudo incluído. Pensamos que sairia mais barato tratar direto na propriedade, mas dá na mesma. Ali também todo mundo é capacitado. Faço rappel há nove anos, então sei um pouco da parada. Pode ir que ali (cachoeira do Cassarova) todo mundo sabe o que tá fazendo. Primeiro a gente desce uma queda de 30 metros. Depois faz tirolesa numa outra cachoeira, anda um trecho dentro do rio e termina no alto da última, com 40 metros. Essa é a melhor descida.
Sempre me admirou a capacidade que os paulistas têm em desenvolver os potenciais de suas regiões. Brotas é prova disso. Aquela cidadezinha nõa tem nada, indústria nenhuma, mas recebe muita grana com o turismo. Num raio de 200 km de Londrina há várias cidades paranaenses com grande potencial para ecoturismo, mas ninguém faz nada. Tudo o que há em Brotas existe em Tibagi (onde está o Canyon do Guartelá, sexto maior do mundo em extensão)e Tomazina. Piraí do Sul tem uam região belíssima, com pinturas rupestres e tal. Cachoeiras não faltam em Sapopema. Tem caverna - e cachoeira - em São Jerônimo da Serra. Fênix tem um parque estadual que dizem ser muito bonito. E quem conhece? E quem faz alguma coisa pra melhorar o quadro? Ainda falta muito pro PR acordar e deixar de ser apenas o "celeiro" do Brasil. Enquanto isso, a nossa grana vai embora pro estado de cima. E regiões como os campos gerais, norte velho, serra do mar e ilhas (sim, temos ilhas) padecem no anonimato.
Bom para quem gosta de viajar. Meu caso: encontro da turma da minha namorada na casa de uma amiga em Jaú. Como bom agregado da turma, fui junto. Sete meninas e eu no meio. Ainda bem que tinha cerveja. Mas até que foi divertido, a não ser pelo passeio por lojas de calçado (para quem não sabe Jaú é, para meu infortúnio, capital do sapato feminino). Mas Jaú é uma cidade bonitinha, e aproveitamos para ir a Brotas.
Brotas é uma cidade pequenininha, mas tem a sorte de estar muito bem localizada no meio de um monte de cachoeiras e rios com corredeiras. Como o povo é louco para que sua cidade vire capital de alguma coisa (ainda mais em cidade pequena, como é caso tbém de Jaú, com seus 110 mil hab.), Brotas virou "Capital do Ecoturismo". A cidade recebe mais turistas, os moradores lucram, o turista fica faceiro da vida e todo mundo sai feliz. Em especial os sem preparo físico que resolvem fazer rafting e rappel também ganham dores por todo o corpo que vão ficar por uma semana lembrando do passeio. Mas valeu a pena.
Recomendo, mas quem quiser ir pode botar a mão no bolso. O rafting na empresa com o menor preço (e com o maior passeio) custa R$ 35,00. Não se preocupe, todo mundo tem colete, os guias conhecem o rio todo e pra todo lado tem alguém de caiaque ou em cima das pedras pronto pra resgatar quem cair do bote - se bem que isso nunca acontece. Vale a pena, e no final do passeio a gente ainda ganha pinga com mel e quem quiser pode tomar um banho quente na agência.
O rappel é mais caro. Onde fiz custava R$ 10,00 para entrar na propriedade, com direito a piscina de água corrente, várias cachoeiras e sanitários, além de uma lanchonete. Boa infraestrutura. O rappel custou R$ 50,00. Na agência o rappel saía por R$ 60,00, com tudo incluído. Pensamos que sairia mais barato tratar direto na propriedade, mas dá na mesma. Ali também todo mundo é capacitado. Faço rappel há nove anos, então sei um pouco da parada. Pode ir que ali (cachoeira do Cassarova) todo mundo sabe o que tá fazendo. Primeiro a gente desce uma queda de 30 metros. Depois faz tirolesa numa outra cachoeira, anda um trecho dentro do rio e termina no alto da última, com 40 metros. Essa é a melhor descida.
Sempre me admirou a capacidade que os paulistas têm em desenvolver os potenciais de suas regiões. Brotas é prova disso. Aquela cidadezinha nõa tem nada, indústria nenhuma, mas recebe muita grana com o turismo. Num raio de 200 km de Londrina há várias cidades paranaenses com grande potencial para ecoturismo, mas ninguém faz nada. Tudo o que há em Brotas existe em Tibagi (onde está o Canyon do Guartelá, sexto maior do mundo em extensão)e Tomazina. Piraí do Sul tem uam região belíssima, com pinturas rupestres e tal. Cachoeiras não faltam em Sapopema. Tem caverna - e cachoeira - em São Jerônimo da Serra. Fênix tem um parque estadual que dizem ser muito bonito. E quem conhece? E quem faz alguma coisa pra melhorar o quadro? Ainda falta muito pro PR acordar e deixar de ser apenas o "celeiro" do Brasil. Enquanto isso, a nossa grana vai embora pro estado de cima. E regiões como os campos gerais, norte velho, serra do mar e ilhas (sim, temos ilhas) padecem no anonimato.
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