Quinta-feira rock'n'roll a de ontem. Nada como acordar exalando noite às 15h30.
E a Fun House virou a nova balada predileta.
21.4.06
20.4.06
Absolveram mais um. O congresso não merece nem mais ser escrito com letra maiúscula. Agora já passou dos limites. E chamar de casa da mãe Joana é ofensa pras damas de vida fácil.
Olhe bem quem está lá. Veja o histórico dos futuros candidatos. Agora, me responda: Alguém ali merece voltar na próxima legislatura?
***
Diogo Mainardi, o bufão da Veja, encampou uma cruzada difamatória a alguns jornalistas do primeiro time. Alguns fizeram o usual: ignoraram o estapafúrdio articulista. Mas Franklin Martins arrebentou. Desafiou o candidato a menino-prodígio. Será que ele agüenta o tranco?
Olhe bem quem está lá. Veja o histórico dos futuros candidatos. Agora, me responda: Alguém ali merece voltar na próxima legislatura?
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Diogo Mainardi, o bufão da Veja, encampou uma cruzada difamatória a alguns jornalistas do primeiro time. Alguns fizeram o usual: ignoraram o estapafúrdio articulista. Mas Franklin Martins arrebentou. Desafiou o candidato a menino-prodígio. Será que ele agüenta o tranco?
18.4.06
Terminei "Misto Quente", do Buk. Em seguida enfrentei John Fante. Nunca havia lido o cara e resolvi encarar "Sonhos de Bunker Hill". A escrita flui, Arturo Bandini é um personagem forte, mas não posso dizer que gostei. Gostei da escrita, mas Bandini é, como posso dizer, um perdedor. No sentido norte-americano da palavra. Chinaski, de Bukowski, também é, mas de outro jeito.
Chinaski só quer viver sua vida, sem ligar a mínima para nada nem ninguém. Se importa tão pouco que sua existência é quase insignificante, mas sem dó. E Fante/Bandini implora por compaixão, por dó. Quer um colo de alguém que lhe passe a mão na cabeça e diga "tadinho, não merece isso". Mas ele merece.
Mas Chinaski/Bukowski não pede colo. Nem dá colo. Só quer viver em paz, sem incomodar ninguém. E que ninguém lhe incomode, deixa o homem!
Bukowski sempre é tiro. É pico!
Está nos meus planos encarar "Pergunte ao Pó", de Fante. Vou dar mais uma chance pra ele, pra ver se Bandini se redime comigo desta vez.
Até lá, me entrego aos "Diários de Kerouac". E ele não precisa de apresentações.
Chinaski só quer viver sua vida, sem ligar a mínima para nada nem ninguém. Se importa tão pouco que sua existência é quase insignificante, mas sem dó. E Fante/Bandini implora por compaixão, por dó. Quer um colo de alguém que lhe passe a mão na cabeça e diga "tadinho, não merece isso". Mas ele merece.
Mas Chinaski/Bukowski não pede colo. Nem dá colo. Só quer viver em paz, sem incomodar ninguém. E que ninguém lhe incomode, deixa o homem!
Bukowski sempre é tiro. É pico!
Está nos meus planos encarar "Pergunte ao Pó", de Fante. Vou dar mais uma chance pra ele, pra ver se Bandini se redime comigo desta vez.
Até lá, me entrego aos "Diários de Kerouac". E ele não precisa de apresentações.
6.4.06
LEITURAS
Fim de livro que se gosta é triste. Hoje é um dia triste. Me abandonou o companheiro de mais de mês, o "Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de la Mancha", Cervantes primorosamente traduzido por Sérgio Molina e em bela edição bilingüe e ilustrada da Editora 34. Mas confesso que a leitura em espanhol fica para outra ocasião.
Dom Quixote é quase um brasileiro. Um latino-americano por completo. Perdido, sonhador, irremediavelmente otimista de que no final tudo dará certo e de acordo com seus planos.
O livro não marca apenas o nascimento do romance moderno. É prova cabal de que esse nossa teimosia terceiro-mundista latino-americana, que acredita em Collors, Lulas, Fidéis, FHCs, Chávez etc., vem de longe. E vem com gosto. Vem deliciosamente bem escrita.
Dia triste, mas que logo se esvai. Veio na bagagem para Cascavel (PR), quase clandestinamente, um fortuito "Misto Quente", do sempre excelente companhia Bukowski. Divide tempo e paciência com leituras obrigatórias das três aulas que faltarei da pós. Sem problemas. Pro Bukowski, a gente sempre acha lugar.
"O engenhoso fidalgo D. Quixote de La Mancha - Primeiro Livro", de Miguel de Cervantes Saavedra. (tradução de Sérgio Molina; gravuras de Gustave Doré. São Paulo: Ed. 34, 2002)
"Misto Quente", de Charles Bukowski. (tradução de Pedro Gonzaga. Porto Alegre: L&PM, 2005)
Fim de livro que se gosta é triste. Hoje é um dia triste. Me abandonou o companheiro de mais de mês, o "Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de la Mancha", Cervantes primorosamente traduzido por Sérgio Molina e em bela edição bilingüe e ilustrada da Editora 34. Mas confesso que a leitura em espanhol fica para outra ocasião.
Dom Quixote é quase um brasileiro. Um latino-americano por completo. Perdido, sonhador, irremediavelmente otimista de que no final tudo dará certo e de acordo com seus planos.
O livro não marca apenas o nascimento do romance moderno. É prova cabal de que esse nossa teimosia terceiro-mundista latino-americana, que acredita em Collors, Lulas, Fidéis, FHCs, Chávez etc., vem de longe. E vem com gosto. Vem deliciosamente bem escrita.
Dia triste, mas que logo se esvai. Veio na bagagem para Cascavel (PR), quase clandestinamente, um fortuito "Misto Quente", do sempre excelente companhia Bukowski. Divide tempo e paciência com leituras obrigatórias das três aulas que faltarei da pós. Sem problemas. Pro Bukowski, a gente sempre acha lugar.
"O engenhoso fidalgo D. Quixote de La Mancha - Primeiro Livro", de Miguel de Cervantes Saavedra. (tradução de Sérgio Molina; gravuras de Gustave Doré. São Paulo: Ed. 34, 2002)
"Misto Quente", de Charles Bukowski. (tradução de Pedro Gonzaga. Porto Alegre: L&PM, 2005)
1.4.06
Daqui a pouco vou pra mais uma fila do 11º É Tudo Verdade - Festival Internacional de Documentários, em SP. Acaba domingo.
Um festival muito bom, mas com aquele defeito de boa parte dos maiores - senão todos - eventos culturais do Brasil: uma enorme dependência do poder público. Nessas, o público sai ganhando com uma: é de graça.
Mas, como eu já disse por aqui, isso acaba sendo um gasto enorme de recursos. Contei 120 sessões em seis espaços diferentes, só em São Paulo. Fora as sessões do Rio, de Brasília e Campinas. Pois bem. Festivais de Cultura no Brasil são assim (eu sei, sou um assíduo freqüentador deles), sempre com o mesmo público. As mesmas pessoas em todos os mesmos festivais. Gente que bem poderia pagar R$ 5 para ver umas seis sessões. Ora, se no Festival Internacional de Cinema há aqueles que tiram mais de R$ 100 do bolso e compram os multi-ingressos, bem que neste poderia funcionar assim.
Não sou contra financiamento público das artes no Brasil. Não temos mecenas. Mas também não há necessidade de se torrar grana desse jeito. E olha que eu já participei de dois filmes feitos com recursos municipais. E em ambos conseguimos dinheiro extra com patrocinadores fora de leis de incentivo.
Está na hora de rever algumas coisas. Cultura de graça para uma classe que tem dinheiro - não estou falando de endinheirados, mas é gente que consome cinema, livros, cerveja, balada etc. - é triste. A cultura nesse país só vai para frente quando o produtor da obra virar profissional e viver disso. E pagar para ver a obra do cara é uma puta forma de reconhecimento.
Fora que o dinheiro gasto a mais poderia ir para outras áreas. Cultura para o povão, por exemplo. Faça as contas: média de 30 pagantes, com média de R$ 5 (estudantes e inteiras), em 120 sessões. Dá R$ 18 mil reais. Só em São Paulo. Tem projeto social com muito menos que isso por aí.
Um festival muito bom, mas com aquele defeito de boa parte dos maiores - senão todos - eventos culturais do Brasil: uma enorme dependência do poder público. Nessas, o público sai ganhando com uma: é de graça.
Mas, como eu já disse por aqui, isso acaba sendo um gasto enorme de recursos. Contei 120 sessões em seis espaços diferentes, só em São Paulo. Fora as sessões do Rio, de Brasília e Campinas. Pois bem. Festivais de Cultura no Brasil são assim (eu sei, sou um assíduo freqüentador deles), sempre com o mesmo público. As mesmas pessoas em todos os mesmos festivais. Gente que bem poderia pagar R$ 5 para ver umas seis sessões. Ora, se no Festival Internacional de Cinema há aqueles que tiram mais de R$ 100 do bolso e compram os multi-ingressos, bem que neste poderia funcionar assim.
Não sou contra financiamento público das artes no Brasil. Não temos mecenas. Mas também não há necessidade de se torrar grana desse jeito. E olha que eu já participei de dois filmes feitos com recursos municipais. E em ambos conseguimos dinheiro extra com patrocinadores fora de leis de incentivo.
Está na hora de rever algumas coisas. Cultura de graça para uma classe que tem dinheiro - não estou falando de endinheirados, mas é gente que consome cinema, livros, cerveja, balada etc. - é triste. A cultura nesse país só vai para frente quando o produtor da obra virar profissional e viver disso. E pagar para ver a obra do cara é uma puta forma de reconhecimento.
Fora que o dinheiro gasto a mais poderia ir para outras áreas. Cultura para o povão, por exemplo. Faça as contas: média de 30 pagantes, com média de R$ 5 (estudantes e inteiras), em 120 sessões. Dá R$ 18 mil reais. Só em São Paulo. Tem projeto social com muito menos que isso por aí.
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