4.6.05

Só para quem tem a Força

Disse Gil, o ministro, que falta capitalismo ao cinema nacional.
Acabo de assistir Episódio III. História bem contada, apesar das péssimas atuações - à exceção de Palpatine -, e muito, mas muito marketing mesmo. O resultado está aí.
Agora, tirar grana do governo pra fazer filme que não entra nem em cartaz, é triste. O cara tem o projeto aprovado em alguma lei de incentivo à cultura - geralmente os mesmos - e corre atrás de empresas - geralmente as mesmas - para que elas, gentilmente, doem seus impostos para o filme. Não paga nada a mais e tem publicidade gratuita. Se o filme dá lucro, vai pro bolso de quem? Para o governo, que bancou a produção às custas de renúncia fiscal é que não volta.
Me pergunto se algum estúdio norte-americano dá dinheiro a fundo perdido a algum diretor megalomaníaco. A diferença. Ah, eles fazem filme comercial? Indústria cultural? Bom, são eles que estão ricos, e não essa terrinha de ninguém.
A propósito, sem filmes que dão muita grana eles não fariam outros que dão pouca e são muito bons, como Entre Umas e Outras.

Ah, o filme lá de cima, exemplo da indústria fílmica gringa, vale a pena. Mais que muito filme tupiniquim. E eu quero um sabre de luz há pelos 20 anos, mas não me lembro de nenhum objeto de algum filme verde-amarelo que me atice a cobiça. Acho que aqui ainda não descobriram como ganhar dinheiro.

3.6.05

São Paulo e essa cara de poucos amigos.
Em cartaz, desde hoje, O Guia do Mochileiro das Galáxias. Só para quem sabe rir.
Ah, leia o livro homônimo. Não entre em pânico e leve uma toalha.
A resposta para a grande questão do universo é fácil: 42.