Terminei de ler "Mundo Mudo," último livro de Donizete Galvão (ed. Nankin, 104 pág., poesia). Há tempos não lia alguma alguém que eu não conhecia e que gostei muito. Principalmente dos poemas com referências ao interior (cidades pequenas, sítios) e, em especial, o poema homônimo:
salta, mundo,
desse caroço
de pedra
em que estás aprisionado
toda rua termina
em muro
toda palavra representa
uma falha
salta, mundo,
desse caroço
de pedra
vence
as camadas de aluvião
para que aflore
um grão
um broto
um grito
para quem está exausto
de auscultar teu corpo
ferido"
Se vc encontrar, compre. É difícil encontrar os livros dessa editora.
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