29.12.05

Puta merda. Tinha escrito um montao sobre esta viagem e de repente o computador apagou. Agora vocês ficam com o que minha paciência guardou. Pior ainda porque o teclado daqui nao tem o acento til.

Pois bem, senhoras e senhores, leitores anônimos deste blog. Depois de socorrer um motoqueiro na estrada, enfrentar duas noites de viagem e ficar 48h sem banho, a Mari e eu chegamos em Buenos Aires (BA). Saímios de Foz dia 26/12 (dia 1) e descemos em BA dia 27/12 às 8h. Daí ao albergue foi um pulo. Estamos no Tango Beckpackers, no bairro de Palermo. De acordo com a Mari é o quarto mais sujo - e sem banheiro - que já ficamos.

Dia 27/12 - dia 2
La Recoleta e suas praças, Museo de Bellas Artes e seus Rodins, van Goghs, Picassos e Degas, a Biblioteca Nacional e sua vista da zona portuária.
Descobrimos que argentino(a) adora se exibir. Digo, se exibir aqui também. É só bater um calorzinho que o povo vai tomar sol nas praças. Que estao cheias de gatos de rua e cachorros na coleira (e suas respectivas mierdas. Nao, aqui nao é tao parecido com a Europa assim).
Argentino de BA que se preze é educado e gentil. Agradece, dá informaçao e se preocupa. Mas se resolve ser grosseiro... Mesmo assim, a impressao quer tivemos do povo daqui é muito melhor do que esperávamos.

dia 28/12 - dia 3
Com muita sorte conseguimos vaga para a visita guiada ao Teatro Colón. Belíssimo, acústica perfeita, 3000 lugares, quase 98 anos de idade. Recebe óperas, concertos e balés. Cenários e figurinos sao feitos lá mesmo.
À tarde fomos a La Boca. Zona pobre do primeiro porto do rio Plata, reformada para receber artistas e atrair o turismo para a regiao. Nuevas amistades com um casal mexicano e um artista de 81 anos. Até ganhamos um quadro, veja só! Só a conversa com Pedro Gulkis já valeu a viagem. O velhinho se despediu com lágrimas nos olhos e dois amigos encantados.
Nossa busca por um restaurante com tango para a janta nos rendeu pés doloridos, cansaço e três minutos de show. Fica pra volta, se der tempo.

Dia 29/12 - dia 4
O dia começou em um metrô dos tempos dos primeiros vagoes, todo em madeira. Muito legal. História, cultura e turismo se misturam muito bem com o dia-a-dia porteño. Fomos ao Congresso, onde logo ali descobrimos sem querer, em uma virada de pescoço, a sede das Madres de la Plaza de Mayo. Alguém precisam tomar uma providência. Estou avisando, senao elas fazem a revoluçao. Lá há uma livraria recheada de nomes como Che, Marx, Lênin, Mao e qualquer outro "do contra". Também tem um monte de revistas, jornais e informes de partidos comunistas, socialistas, operários, grupos piqueteros, anarquistas e qualquer outro que queime uma bandeira americana.
Agora (15h) vamos ver a Casa Rosada e arredores. Às 21h pegamos o ônibus para Comodoro Rivadavia. Mais 26h de viagem. Ficamos lá até dia 01/01.

Desculpem o atraso. Logo terao mais notícias. Se der, boto umas fotos por aqui.

2 comentários:

Anônimo disse...

que demais, paulinho!
deve estar sendo o máximo...
Continua escrevendo, to adorando ficar por dentro da aventura latina.
Beijos

Anônimo disse...

Hola queridos...

Já que estão começando um ano pela aí, saudades aqui!

As verdades de todos os "ondes" pelos quais vão passar são as pessoas... o artista amigo de vcs já encheu dágua esse olho aqui, de vontade de viajar...

Bom saber que estão bem... por aqui, tudo tranquilo..
Um beijoo.
Arohanui
Ti