BUKOWSKI
Quem me conhece sabe que sou um feroz devorador e adorador de Dalton Trevisan. Da sua bibliografia oficial publicada no Brasil só me falta o livro "20 contos menores". Isso não me impede de procurar outros autores.
Gosto muito de quadrinhos, e uns anos atrás descobri Robert Crumb. Ok, o cara é velho pra caralho; mas eu sou novo, morava em Cascavel, não tinha computador e além da turma da Mônica e da Disney só conhecia a revista Mad e tirinhas do Garfield. Depois veio Chiclete com Banana, Geraldão etc.
Pois é, foi na faculdade que conheci Crumb. Depois um amigo me emprestou Allen Ginsberg. Pronto, havia descoberto a geração Beat. Mais tarde fui saber que os caras do BR que eu curto - Angeli, Laerte, Macartti - tinham sido influenciados por Crumb. Mas vamos ao que interessa - Bukowski.
Na minha última viagem a SP voltei com quatro livros dele - "Hollywood", "Notas de um velho safado", "A mulher mais linda da cidade" e "Numa Fria". Já li o primeiro (romance) e estou terminando o último (contos, assim como os dois do meio).
Resumindo, é do caralho. Gosto muito do Mário Bortolotto (diretor do grupo teatral Cemitério de Automóveis), que cresceu lendo Bukowski. É impressionante como o londrinense se aproxima do velho alemão. Mas isso não vem ao caso agora.
Importante mesmo é descobrir caras como esse tal Charles que foi para os EUA ainda criança e todo sua admiração pelo submundo dos bêbados, vagabundos e escritores moribundos.
Há algumas frases geniais, e a gente acaba cativado pelos ambientes caóticos e podres em que se passam os contos.
Recomendo.
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