18.8.05

Dizem que quem chega na Cidade Grande - e Cinza logo vira da gema.
Ontem dormi no ônibus, com direito a boca aberta e tudo mais. Depois um cara caiu no chão perto de mim e ficou lá, esticadão, com uma cara meio de bêbado, meio de dor. Talvez os dois. Tinha um monte de gente por ali. Fui embora. Ele ficou. Ele e o monte de olhos nele.
Logo bateu culpa. E vergonha da mulher me olhando quando acordei no ponto final. Ufa! Tem um pouco de Paraná aqui ainda.

***

A especialização vai bem, obrigado. No segundo dia já parti pro bate boca: "Deixa ela falar, meu! Só você que pode falar por aqui?" Depois eu e o cara que não deixava ninguém falar trocamos uma idéia pra ficar tudo de boa. Lógico que na mais pura hipocrisia.

E um dos professores, que barato. Velhaco, cabelo branco e sem tesoura desde os anos 60. Calça boca-de-sino e um jeitão de hippie que não perdeu o sonho. Apesar do detalhe, o cara é - ou parece ser - muito bom.
Se bem que, depois de quatro anos de graduação, farejo picaretagem à distância. E esse não fede, não.

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