DOS MENINOS DE SÃO PAULO
Os meninos de rua de São Paulo são assim, meio que sem, meio querendo ter. Uma cara perdida que até assusta. Pululam praças, marquises e etceteras. Têm esse ar de quem não sabe mas engana, insolente.
Assustam, enfadam e entristessem.
Não por terem perdido a capacidade de sorrir; qualquer moeda no chão, comida no bar, velhinha assustada e perna de fora enchem a boca de riso.
Não por terem perdido o medo, que de polícia todo mundo corre.
Não por terem perdido o sonho, que eles dormem.
Assustam, isso sim, por terem perdido a capacidade de chorar.
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