Muito bem, muito bem, cá estamos nosotros de regreso a la computadora. Direto de Comodoro Rivadavia, onde mora o Shaman, amigo da Mari. Mas primeiro as últimas notícias de Buenos Aires.
29/12 - dia 4 (continuacao)
Chegamos à Plaza de Mayo e topamos com as Madres e seus protestos. Contra Bush, a dívida externa, juízes da época da ditadura e tudo mais. Como a Argentina também já pagou o FMI e nao dá mais para expulsar o Fundo, a hora é de fazer barulho pela distribuicao de renda. Elas sao muito organizadas, o trabalho é muito bem feito. Coisa de louco. Louco mesmo, aliás, eram os brasileiros que comecaram a gritar "Brasil, Cuba, Argentinañ juntos defendendo a América Latina!". Lembrei de meus tempos de movimento estudantil.
Falando em brasileiro, nao aguento mais tanto corinthiano. É um tal de "ôrra, meu" pra todo lado que já encheu o saco.
Pegamos o ônibus pra Comodoro às 21h.
30/12 - dia 5
Acordei 6h com uma criança berrando. Normal. Fora do ônibus a estrada continuava a mesma desde quando saímos de Foz. Uma reta só, sem curvas nem montanhas. Um platô só. Com a diferença que o pasto deu lugar a um enorme deserto com vegetaçao rasteira. Fazendas enormes, com pouquíssimos animais (estamos na seca por aqui) e quase nenhum ser humano. Sem cidades, sem ranchos, sem postos de combustível. Pega um mapa e vai descendo. Dá para contar em duas maos quantas cidades estao entre Buenos Aires e Comodoro. Em 24h de viagem.
Chegamos às 21h, debaixo de um sol incrível. Sim, meus amigos, às 22h30 ainda havia um restoio de luz, suficiente para conseguir ler alguma coisa sem luz natural.
A casa do Shaman fica na beira de uma praia de pedras. Sua família (papai, mamae, irmao, avó, namorada, dois boxers e um dobermann) é muito gente boa. Dá até vontade de ficar mais por aqui.
Ele nos levou a uma suposta festa rave. Às 4h já dava pra saber em que lado o sol nasceria. Incrível como aqui tem muito mais sol que no Brasil. Mas o frio é coisa de louco. Às 21h30 a gente estava de camiseta. Foi só o sol se esconder e chegar o vento de dobrar árvore (árvores enormes crescem tortas por causa do vento) que uma blusa de la e um casaco nao foram suficientes.
31/12 - dia 6
6h30 fomos dormir. Já fazia calor de novo. Troço doido.
Cinco anos atrás Comodoro tinha pouco mais de cem mil pessoas. Por causa do petróleo (aqui se produz 1/3 do petróleo argentino) e da promessa de cidade mais próspera (e cara) daqui, hoje tem o dobro de gente. E deserto, e praias frias (molhamos o pé na Patagônia! Missao cumprida), e vento.
Amanha saímos às 21h pra El Calafate. Chegamos dia 2, às 12h.
Feliz Ano Novo pra todo mundo. Com muitas viagens, que isso é bom pra caramba.
4 comentários:
Muito bem, filho: viagem boa, novos amigos e horizontes ampliados, o que é uma boa pedida para o ano que inicia. Feliz 2006 para os dois mochileiros desta linda galáxia.
Acompanhamos diariamente seu diário de bordo, e nos imaginamos aí(sua mãe até sentiu frio ao ler sobre Comodoro)que é terra natal de um arquiteto amigo nosso, Ibon Noya. Continue sua aventura e quando puder envie fotos.
Saudades do pai e mãe ou vice-versa.
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O cafofo tá uma bagunça...latinhas de cerveja jogadas pela casa, panela com comida na pia, banheiro todo zuado e toalha encima da cama, enfim, do jeito que sempre foi...hehhee.
Ow, curta bastante aí e continue mandando notícias.
Ah, só pra constar, corinthiano é pior que formiga.
Abraço pra vcs e divirtam-se.
ANDERSON HANZ.
E ai meus amigos, um feliz 2006 pra vc´s na terra dos Hermanos... To gostando muito de ler o diario da viagem ficamos aqui imaginando a aventura de vc´s só ta faltando umas fotinhas pra nós olharmos.
Abraços e uma ótima viagem a vc´s
oi, sou eu, renato, com uma enorme grande saudade de vcs., torcendo p/ que dê tudo certo e que as coisas acontençam por aí.
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