18.4.06

Terminei "Misto Quente", do Buk. Em seguida enfrentei John Fante. Nunca havia lido o cara e resolvi encarar "Sonhos de Bunker Hill". A escrita flui, Arturo Bandini é um personagem forte, mas não posso dizer que gostei. Gostei da escrita, mas Bandini é, como posso dizer, um perdedor. No sentido norte-americano da palavra. Chinaski, de Bukowski, também é, mas de outro jeito.
Chinaski só quer viver sua vida, sem ligar a mínima para nada nem ninguém. Se importa tão pouco que sua existência é quase insignificante, mas sem dó. E Fante/Bandini implora por compaixão, por dó. Quer um colo de alguém que lhe passe a mão na cabeça e diga "tadinho, não merece isso". Mas ele merece.
Mas Chinaski/Bukowski não pede colo. Nem dá colo. Só quer viver em paz, sem incomodar ninguém. E que ninguém lhe incomode, deixa o homem!

Bukowski sempre é tiro. É pico!

Está nos meus planos encarar "Pergunte ao Pó", de Fante. Vou dar mais uma chance pra ele, pra ver se Bandini se redime comigo desta vez.
Até lá, me entrego aos "Diários de Kerouac". E ele não precisa de apresentações.

Um comentário:

Vinicius Aguiari, disse...

e ai Xicano...
comecei o misto quente e mais de um mês e até hj não consegui terminar, de tão cru poderia se chamar pão com mortadela, não me fisgou não... o Sonhos de Bunker Hill nunca li, agora o Pergunte ao pó é uma das coisas mais lindas já escrita... legal sua analogia entre o o velho Buk e o Fante, acho que estou mais para o segundo... pode não parecer... em breve meu blog volta, tem um link seu lá, abraço!!!